Marcos Espínola: Crack X saúde pública

O Dia – Rio de Janeiro

Rio – Mesmo que muito já se tenha discutido sobre o avanço do consumo de crack nas principais capitais brasileiras, o tema continua atual, porém, ao que parece, faltam medidas eficazes para solucioná-lo  ou, pelo menos, amenizar um problema que deve ser tratado de saúde pública.

Hoje em dia qualquer cidadão sabe o que é cracolândia. No Rio, a recente ‘comunidade’ formada na Av. Brasil, altura da Ilha do Governador, expôs para o Brasil as mazelas desses dependentes. Homens e mulheres de todas as idades vivendo como desorientados e presos a uma das piores drogas que existe, devido ao seu alto poder de dependência e destruição.

Acuados, abandonados e sem qualquer senso de cidadania esses indivíduos, muitas vezes sob o efeito da droga, se arriscam numa via expressa, vivem expostos ao relento e, às vezes, ameaçam a sociedade em busca de dinheiro para saciar o vício.

Uma situação caótica e que chegou ao extremo. Se antes a cracolândia se caracterizava por lugares escondidos e isolados, hoje esse “muro” caiu e toda a sociedade se deparou com uma cena chocante e que fere os princípios básicos da condição humana.

O problema do crack e de todo o consumo de drogas é grave e, essencialmente, deve ser tratado como de saúde pública. Reprimi-los como bandidos não é a solução, pelo contrário, pode causar mais revolta nas pessoas que na maior parte do tempo vivem sob os efeitos alucinógenos.

É preciso providências emergenciais por parte dos governos, que podem investir em políticas de prevenção, mostrando os efeitos devastadores da droga no ser humano, assim como foi feito na campanha de combate à Aids. O alerta sobre como se prevenir, o que fazer quando se tem um dependente químico na família, para onde levá-lo, entre outras, são dúvidas cruciais que grande parte da população não sabe como responder.

Enfim, medidas de Saúde e, num outro patamar, providências sérias em relação às nossas fronteiras e repressão ao tráfico de drogas no país são possíveis caminhos para o combate ao crack.

Marcos Espínola é advogado criminalista

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Sobre Clínica Gressus

A Clínica Alamedas tem o prazer de divulgar o seu novo nome de domínio e marca, Clínica Gressus. A dependência química está relacionada a diversas questões, seja no aspecto psicológico, biológico, social, econômico ou cultural de toda a família e pessoas ao redor do paciente. A clínica Alamedas possui uma estrutura completa com profissionais competentes e experientes para ajudar cada paciente e a sua família a superar a dependência química, com qualidade de vida e saúde.
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