Novo estudo diz que maconha medicinal NÃO funciona para dor crônica

Maconha medicinal pode controlar dor crônica e diminuir uso de opiáceos_home© Divulgação Maconha medicinal pode controlar dor crônica e diminuir uso de opiáceos – Felipe Sali

O uso de opiáceos para aliviar dores crônicas debilitantes é um problema, principalmente por conta da dependência que causa nos usuários e as mortes por overdose que já atingiram números tão altos que a questão já é tratada como uma epidemia. Neste cenário, a maconha tem se mostrado um substituto perfeito, causando os mesmos efeitos sem tantos danos à saúde. Agora, novos estudos surgiram para cortar o barato da comunidade científica e mostrar que a solução não vai ser tão simples assim.

O estudo liderado pela Dra. Gabrielle Campbell no Centro Nacional de Pesquisas sobre Drogas e Álcool da Universidade de New South Wales mostrou que pessoas com dores crônicas não relacionadas ao câncer que usaram cannabis não tiveram melhoras na dor em comparação com aqueles que não a consumiram no período de um ano.

Para isso a pesquisa acompanhou 1.514 adultos de toda Austrália que sofrem de dores crônicas. Os pesquisadores também observaram os diferentes estilos de vida, fatores psicológicos e autoeficácia de dor (a capacidade das pessoas de realizar atividades mesmo com dor). Muitos dos voluntários precisaram recorrer aos opióides. Além disso, aqueles que usavam maconha apresentavam menor autoeficácia de dor e tinham as atividades diárias mais prejudicadas pela dor.

A pesquisa não coloca um ponto final na discussão. Os próprios responsáveis reconhecem que é possível que os voluntários que escolheram usar maconha já estivessem mais angustiados com a dor e apresentassem taxas maiores de ansiedade. Também é preciso levar em conta que o estudo foi realizado antes da maconha medicinal ser legalizada na Austrália, o que significa que os usuários precisaram recorrer a formas ilícitas e tiveram acesso a uma erva pior e que não foi projetada especificamente para tratar a dor. Ainda tem muita pesquisa pela frente.

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Mulheres da Cracolândia recebem implante para prevenir gravidez

Julia Chequer/Folhapress)

Mulher grávida segura cachimbo, junto com grupo de usuários de drogas, próxima à região da cracolândia, em São Paulo Imagem: Julia Chequer/Folhapress)

Helena Bertho da Universa

17/07/2018 04h00

Usuárias de drogas ou moradoras de rua receberam implantes contraceptivos subdérmicos (colocados debaixo da pele) para prevenir a gravidez indesejada. O anticoncepcional, que dura três anos, é fornecido e colocado pelo Projeto Gravius, do Hospital Pérola Byington. E, em quatro anos de ação, cerca de 400 mulheres da região da Cracolândia já foram atendidas.

“A gravidez, nessa população, é de risco. Aumentam a mortalidade, as doenças, a prematuridade, o aborto. Sem falar nas consequências das drogas, propriamente ditas”, explica o criador do projeto, o ginecologista Luis Carlos Sakamoto.

A maioria delas (41,6%) é usuária de crack, e 36,7% das atendidas não usava nenhum método de prevenção da gravidez, até o implante, segundo o último relatório do programa, de 2015. Ele ainda aponta que 16,1% delas tiveram um aborto; 20,6%, um filho prematuro.

Sakamoto conversou com a Universa sobre esse trabalho:

Universa: Qual é o impacto do programa, desde que existe?

Sakamoto: A redução de danos da gravidez indesejada. Essas mulheres tiveram, antes do implante, por volta de três filhos. Prevenindo todas essas gestações não planejadas, a gente tem uma economia de, aproximadamente, R$ 350 mil a cada 100 mulheres [para os cofres públicos]. E eu estou reduzindo apenas para os gastos em saúde pública.

E em relação às mulheres?

A gente atende cerca de 300 mulheres usuárias de drogas ilícitas. Delas, tivemos três mortes, consequência da droga, como brigas ou doenças cardíacas. Tivemos apenas uma gravidez, que está dentro da taxa de falha do implante. Temos, ainda, uma porcentagem de mulheres que estava em situação de rua ou internada e largou as drogas. Não temos números oficiais sobre a gravidez, mas de observação, quando começamos, via por volta de 50 grávidas na Cracolândia ou mais. Ao final de três anos, tinha não mais do que três ou cinco grávidas.

Ser usuária de droga ou estar em situação de rua aumenta o risco de gravidez indesejada?

Sim. São mulheres que são vítimas de violência física, sexual e psicológica. Um terço delas troca sexo por droga ou por dinheiro para comprar droga. E muitas fazem sexo sem prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

Como funciona o atendimento?

Inicialmente, como a gente não tinha nenhuma experiência, fizemos parceria com o Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratodi), que tinha pacientes que procuravam o serviço para fazer tratamento. Elas faziam, antes, a internação para uma desintoxicação de alguns dias. E, durante esse período, essas mulheres eram abordadas para ver se queriam evitar filhos. Aquelas que queriam eram encaminhadas para o Pérola Byington.

Helena Berhto/ Universa
Luis Carlos Sakamoto coordena o projeto Gravius que trabalha prevenção da gravidez com mulheres em situação vulnerávelImagem: Helena Berhto/ Universa

Vocês não iam às ruas procurando essa mulher?

Não, porque a gente não tinha nenhum conhecimento dessa mulher. E é uma população muito difícil. Você tem que conversar com ela e, se ela topar, encaminhar para o hospital na hora. Não adianta falar: “então, amanhã, a gente vai te mandar para o hospital par fazer exames, fazer um papa nicolau e colocar o anticonceptivo”. Ela não vai. Se na hora ela estiver bem e aceitar, a gente tem que colocar. Aproveitar aquele momento. Não adianta marcar, pois elas não vão.

Recentemente, houve um caso polêmico, de uma moradora de rua em quem foi feita laqueadura por ordem judicial. Comparando com esse caso, não existe um conflito ético em colocar o implante nessas mulheres que, possivelmente, estariam intoxicadas. Elas podem dizer não?

Lógico que elas têm esse direito. Nós demoramos, mais ou menos, uns seis meses para começar a engrenar. Depois do primeiro ano, eu fui para a Cracolândia, fiquei um ano lá. Então, a gente começou a pegar pacientes que estavam no fluxo (como são chamados os locais com grandes concentrações de usuários). As pacientes eram abordadas e vinham voluntariamente. Muitas desitem. Muitas, mesmo.

Hoje em dia, você não atua mais diretamente na Cracolândia?

Não, porque o Cratodi tem um programa chamado Recomeço, que conta com agentes de saúde do estado, são agentes bem voltados para essa população. Então, eles vão, conversam, fazem um vínculo com essa população. Depois disso, oferecem tratamento, internado ou não internado, e abordam essa parte da contracepção.

Por que o implante?

Primeiro, porque existem trabalhos que mostram que os métodos que a gente chama de curta duração falham muito nessa população, como pílulas diárias, adesivos semanais, anel mensal, injetável mensal. Na teoria, a taxa de falha varia de 0,2% a 0,5%. Na taxa de falha real, esses índices chegam a 9%. Imagine para essa mulher ter que tomar a pílula sempre no mesmo horário ou tomar a injeção em determinado dia.

E o DIU?

Para que eu coloque o DIU, eu tenho que saber se ela não tem uma infecção pélvica. Se eu colocar o dispositivo durante essa infecção, posso prejudicá-la ainda mais.

Mas você faz exames antes de inserir o implante?

Sim. E, caso identifique alguma doença, ela é encaminhada para tratamento.

Aborto ilegal era uma questão problemática ali na Cracolândia?

A gente não observou especificamente isso, mas, muito provavelmente. Se ela tem uma gravidez não planejada, a possibilidade de ter um aborto inseguro é grande.

Vocês pensam em algum programa de contracepção para os homens?

O projeto ainda não planeja uma ação de contracepção com homens. O Hospital Pérola Byington é um centro de referência para a mulher.

Como a convivência com essa realidade toca você?

Muito. Eu aprendi muito com esse projeto, com essa população. De ver quando ela sai e falar: “Eu engordei 14 kg depois que saí da internação. Agora, estou trabalhando, morando com meus familiares novamente”. Talvez o ápice seja o dia em que alguém que esteja bem e fale: “Agora, eu quero tirar o implante, porque eu quero programar uma gravidez com o meu parceiro da melhor forma possível”.

Já teve um caso assim?

Por enquanto, não. Mas eu não tenho dúvidas de que, se a gente der tempo, haverá essa possibilidade.

E qual a meta do projeto?

A minha expectativa é que esse projeto possa se tornar um programa. O que a gente viu é que a prefeitura, hoje, está fazendo aquisição de implantes para atender essa população em outras regiões do município de São Paulo. Não só usuários de drogas, mas mulheres em situações de rua. A gente conseguiu ampliar para adolescentes. Hoje, são, mais o menos, 100 adolescentes usando o implante.

Qual a importância de o governo olhar para a prevenção de gravidez dessas mulheres?

É fundamental. O Gravius é um projeto que tem uma conotação de programa de governo. É custoso? Lógico que é custoso. Mas a gente sabe que os danos das populações vulneráveis com uma gravidez indesejada são muito grandes. Não só com a mulher usuária de droga ilícita, mas as adolescentes. Eu conheço mulheres com cinco, seis filhos, vivendo debaixo da ponte. E que ela está engravidando sempre e ninguém faz uma assistência. Acho que São Paulo já avançou um pouquinho. Nosso projeto tem sido ampliado. Tem que ser um modelo que possa ser tranquilamente replicado.

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COLORADO DEBATE AUMENTO DE CRIMES APÓS LEGALIZAÇÃO DA MACONHA

Colorado debate aumento de crimes após legalização da maconha

Há divergências entre autoridades se existe relação entre os fatos

O índice de criminalidade no estado norte-americano do Colorado cresceu 5% em 2016 em comparação com 2013, enquanto a tendência nacional registrou queda no mesmo período. O percentual de crimes violentos subiu 12,5% no mesmo período regionalmente, mas o aumento nacional foi inferior a 5%.

Os números são parte da estatística do Departamento de Investigação do Colorado e do FBI, a Polícia Federal norte-americana. Os dados que apontam o aumento da violência coincidem com a legalização da venda de maconha recreativa no Colorado, a partir de 2014. No estado, adultos com mais de 21 anos podem comprar produtos feitos com maconha em lojas especializadas.

Para consumir maconha recreativa, é obrigatória a apresentação de um documento válido e não é permitido o consumo em áreas públicas. A lei estadual limita a compra em 8 gramas de maconha concentrada ou 800 miligramas de produtos à base da planta, como chocolates e gomas de mascar.

Clique na imagem abaixo para ler a reportagem completa sobre segurança:

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Há divergência, no entanto, se existe uma relação entre o aumento da violência e a legalização da maconha. Em entrevista à rede CNN em abril, o governador do Colorado John Hickenlooper afirmou que outros fatores, além da maconha, podem explicar o aumento da criminalidade. Ele acredita que o crescimento econômico pode ser uma das razões.

A indústria do setor se tornou um negócio milionário no estado. O comércio rendeu um recorde de US$ 1,51 bilhão em venda da maconha medicinal e recreativa no ano passado, segundo dados do Departamento de Receita do Colorado. O negócio resultou na arrecadação de US$ 247 milhões em impostos.

“Quando você tem esse tipo de crescimento (econômico), você atrai todos os tipos de pessoas e algumas delas são indesejáveis. Elas vêm atraídos pelo [comércio] da maconha? Ou eles vêm porque há um monte de dinheiro na comunidade e este é um ótimo lugar para tentar roubar alguém?”, questionou o governador. Para Hickenlooper, são necessários mais estudos e estatísticas para esclarecer a questão. “Mais dados são a única maneira de descobrir isso”, argumentou.

A posição do governador não é unânime. O procurador distrital de Denver, Mitch Morrissey, enviou em outubro passado uma carta com um relato sombrio sobre o tema aos eleitores da Califórnia, que discutiam a legalização. Ele contou que, só na capital do Colorado, o número de crimes cresceu cerca de 44% desde que o uso recreativo da maconha foi liberado.

E relatou que, durante este período, os policiais estiveram mais ocupados com crimes relacionados à maconha do que em qualquer outro momento da história da cidade. Morrissey ponderou, no entanto, que não se pode correlacionar o aumento do crime exclusivamente à liberação e observou que existem diversos outros fatores relacionados.

Defensores da legalização discordam que a mudança na legislação tenha contribuído para o aumento da criminalidade. A organização defensora da venda da erva, o Projeto de Política da Maconha (MPP na sigla em inglês), menciona em artigo publicado em sua página na internet que “não há evidências sobre o uso de maconha contribuindo para o aumento do crime”.

E complementa que “as taxas de homicídios, assaltos e furtos foram aproximadamente as mesmas em 2015 e em 2009, ano em que centenas de empresas de maconha medicinal começaram a abrir” no Colorado.

O consumo de maconha recreativa é legal em nove estados norte-americanos e o uso medicinal é permitido em 29. Apesar das leis estaduais que autorizam o uso da maconha, as leis federais ainda consideram o porte e o consumo ilegais.

O governo Barack Obama permitia que as regras estaduais fossem mantidas sem interferência federal. Mas a administração de Donald Trump adotou uma linha mais dura. Em janeiro, o procurador-geral Jeff Sessions revogou os memorandos que estabeleceram a política de não interferência. Na prática, a mudança permitiu que promotores federais do país priorizem recursos para reprimir a posse, distribuição e cultivo da maconha mesmo em estados onde o consumo é legal.

Outros países

O Canadá acabou de legalizar o uso recreativo da maconha, que valerá em todo o país a partir de outubro. O Uruguai fez o mesmo em 2013. Holanda – país pioneiro –, Portugal, Espanha e Jamaica já descriminalizaram o consumo da droga. O uso terapêutico e medicinal já é permitido no México, na Colômbia, no Chile, na Argentina e em Israel.

No Brasil, ainda não há legislação sobre uso medicinal – a importação do canabidiol é autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), caso a caso. Desde 2006, não há mais pena de prisão para usuários, mas o porte e a venda de drogas continuam ilegais e até hoje não se definiu, como mostra esta reportagem, a quantidade de substância que diferencia posse para uso pessoal de tráfico.

Edição: Juliana Andrade
Fonte: Agência Brasil (EBC)

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Relatório Mundial sobre drogas 2018: Crise de Opioides, abuso de medicamentos sob prescrição; cocaína e ópio atingem níveis recordes

Brasília, 26 de junho de 2018 – O uso não medicinal de medicamentos sob prescrição está se tornando uma enorme ameaça para a saúde pública e o cumprimento da lei no mundo, com opioides sendo responsáveis pelos maiores danos, contabilizando 76% de mortes envolvendo distúrbios relacionados ao uso de drogas. A conclusão é do Relatório Mundial sobre Drogas, lançado nesta terça-feira (26) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O fentanil e seus análogos ainda constituem um problema na América do Norte, enquanto o tramadol – um opioide utilizado para tratar dores moderadas e graves – tem se tornado uma preocupação crescente em partes da África e da Ásia. O acesso ao fentanil e ao tramadol para usos medicinais é vital para o tratamento da dor crônica, mas traficantes os produzem ilicitamente, promovendo-os em mercados ilegais e causando danos consideráveis à saúde.

O uso não medicinal de medicamentos sob prescrição está se tornando uma enorme ameaça para a saúde pública e o cumprimento da lei no mundo, com opioides sendo responsáveis pelos maiores danos, contabilizando 76% de mortes envolvendo distúrbios relacionados ao uso de drogas. A conclusão é do Relatório Mundial sobre Drogas, lançado nesta terça-feira (26) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

O fentanil e seus análogos ainda constituem um problema na América do Norte, enquanto o tramadol – um opioide utilizado para tratar dores moderadas e graves – tem se tornado uma preocupação crescente em partes da África e da Ásia. O acesso ao fentanil e ao tramadol para usos medicinais é vital para o tratamento da dor crônica, mas traficantes os produzem ilicitamente, promovendo-os em mercados ilegais e causando danos consideráveis à saúde.

A apreensão global de opioides farmacêuticos em 2016 foi de 87 toneladas, aproximadamente a mesma quantidade de heroína apreendida naquele ano. A apreensão de opioides farmacêuticos – principalmente do tramadol na África Central, Oriental e do Norte, contabilizou 87% do total global em 2016. Países da Ásia, que contabilizaram no passado mais da metade das apreensões globais, representaram apenas 7% do total global em 2016.

A manufatura global de cocaína alcançou, em 2016, seu nível mais alto de toda a história, com uma estimativa de produção de 1.410 toneladas. A maior parte da cocaína mundial vem da Colômbia, mas o relatório também mostra que a África e a Ásia estão emergindo como centros de tráfico e consumo da droga.

De 2016 a 2017, a produção global de ópio aumentou 65%, atingindo 10.500 toneladas, a mais alta estimativa já registrada pelo UNODC desde que começou a monitorar a produção de ópio global, no início do século 21. A expansão acentuada do cultivo de papoula de ópio e o aumento gradual de rendimentos no Afeganistão resultaram em uma produção de ópio nesse país que atingiu 9.000 toneladas.

“As descobertas do Relatório Mundial sobre Drogas deste ano mostram uma expansão dos mercados de drogas ilícitas, com a produção de cocaína e de ópio atingindo recordes altíssimos, o que apresenta vários desafios em diversas frentes”, afirmou o diretor-executivo do UNODC, Yury Fedotov. Ele destacou ainda que “o UNODC está comprometido em trabalhar com os países-membros com vistas a buscar soluções equilibradas e balanceadas para os desafios atuais de drogas, para avançar no atingimento das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”.

“O Relatório Mundial sobre Drogas representa um pilar fundamental que, juntamente com a assistência para traduzir obrigações internacionais em ações e capacitações no país, permitirão respostas eficazes e a proteção da saúde e do bem-estar mundial”, disse Fedotov.

A cannabis foi a droga mais amplamente consumida em 2016, com 192 milhões de pessoas tendo-a utilizado ao menos uma vez ao longo do último ano. O número global de usuários de cannabis continua a aumentar e aparenta ter expandido em aproximadamente 16% na ultima década até 2016, refletindo assim um aumento similar na população global.

Drogas como a heroína e a cocaína, que tem estado disponíveis por um período significativo, coexistem de modo crescente com novas substancias psicoativas (NSP) e medicamentos sob prescrição. Houve aumento no fluxo de preparações farmacêuticas de origens pouco claras destinadas ao uso não medicinal, juntamente com o poli uso de drogas e o poli tráfico de drogas “poly drugs”, adicionando níveis sem precedentes de complexidade no tema das rogas, disse o UNODC

Vulnerabilidade de determinados grupos por idade e gênero

O número de pessoas em todo o mundo que usaram drogas ao menos uma vez por ano permaneceu estável em 2016, com cerca de 275 milhões de pessoas, ou cerca de 5,6% da população global entre 15 e 64 anos.

Olhando para as vulnerabilidades de vários grupos etários, o Relatório conclui que o uso de drogas e os danos associados a ele são os mais elevados entre os jovens em comparação aos mais velhos. A maioria das pesquisas sugere que a adolescência precoce (12-14 anos), a tardia (15-17 anos) é um período de risco crítico para o início do uso de substâncias e pode atingir o pico entre os jovens (com idade entre 18 e 25 anos).

A cannabis é uma droga de escolha comum pelos jovens; no entanto, o uso de drogas entre os jovens difere de país para país e depende das circunstâncias sociais e econômicas dos envolvidos. Há duas tipologias extremas de uso de drogas entre os jovens: drogas de clubes na vida noturna e recreativas entre os jovens afluentes; e o uso de inalantes entre crianças de rua para lidar com suas circunstâncias adversas.

O uso de drogas entre a geração mais velha (com 40 anos ou mais) tem aumentado a um ritmo mais rápido do que entre os mais jovens. Embora haja apenas dados limitados disponíveis, o relatório afirmou que isso requer atenção. As pessoas que passaram pela adolescência em um momento em que as drogas eram populares e amplamente disponíveis têm mais probabilidade de usar drogas e, possivelmente, de continuar usando.

Os usuários mais velhos de drogas podem frequentemente ter múltiplos problemas de saúde física e mental, tornando o tratamento medicamentoso eficaz mais desafiador, mas pouca atenção tem sido dada aos transtornos por uso de drogas entre os idosos.

Em todo o mundo, as mortes causadas diretamente pelo uso de drogas aumentaram em 60%, entre 2000 e 2015. Pessoas com mais de 50 anos representaram 27% dessas mortes em 2000, mas esse percentual aumentou para 39% em 2015. Cerca de três quartos de óbitos por transtornos relacionados ao uso de drogas entre aqueles com 50 anos ou mais estão entre as pessoas que usam opioides.

A maioria das pessoas que usam drogas são homens, mas as mulheres têm padrões específicos de uso, segundo o relatório. A prevalência do uso não médico de opioides e tranquilizantes pelas mulheres permanece em um nível comparável, se não superior, ao dos homens. Embora as mulheres possam tipicamente começar a usar substâncias mais tarde que os homens, uma vez que iniciam o uso, tendem a aumentar a taxa de consumo de álcool, cannabis, cocaína e opioides mais rapidamente que os homens, bem como desenvolver rapidamente desordens decorrentes do uso de drogas.

Mulheres com transtornos por uso de substâncias são relatadas como tendo altas taxas de transtorno de estresse pós-traumático e também podem ter experimentado adversidades na infância, tais como negligência física, abuso ou abuso sexual. As mulheres continuam a representar apenas uma em cada cinco pessoas em tratamento. A proporção de mulheres em tratamento tende a ser maior para tranquilizantes e sedativos do que para outras substâncias. O tratamento do uso de drogas e a prevenção, tratamento e atenção ao HIV devem ser adaptados às necessidades específicas das mulheres.

O Relatório Mundial sobre Drogas de 2018 oferece uma visão global sobre a oferta e a demanda de opiáceos, cocaína, cannabis, estimulantes do tipo anfetamina e novas substâncias psicoativas (NSP), bem como sobre seu impacto na saúde. Ele destaca os diferentes padrões de uso das drogas e vulnerabilidades de determinados grupos por idade e gênero, bem como a mudança ocorrida no mercado mundial de drogas

Para o relatório completo e conteúdo de mídia, Acesse :   http://www.unodc.org/wdr2018/index.html 

O Relatório Mundial sobre Drogas de 2018 oferece uma visão global sobre a oferta e a demanda de opiáceos, cocaína, cannabis, estimulantes do tipo anfetamina e novas substâncias psicoativas (NSP), bem como sobre seu impacto na saúde. Ele destaca os diferentes padrões de uso das drogas e vulnerabildiades de determinados grupos por idade e  gênero, bem como a mudança ocorrida no mercado mundial de drogas.

Para agendamento de entrevistas: comunicacao@unodc.org

Para mais informações:

Mensagem do Secretário Geral sobre o Dia Mundial de Drogas 2018

Mensagem do Diretor Executivo do UNODC, Yury Fedotov, no lançamento do Relatório Mundial sobre Drogas 2017

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ALL YOUNG CANNABIS USERS FACE PSYCHOSIS RISK

All Young Cannabis Users Face Psychosis Risk

Pauline Anderson

Cannabis use directly increases the risk for psychosis in teens, new research suggests.

A large prospective study of teens shows that “in adolescents, cannabis use is harmful” with respect to psychosis risk, study author Patricia J. Conrod, PhD, professor of psychiatry, University of Montreal, Canada, told Medscape Medical News.

The effect was observed for the entire cohort. This finding, said Conrod, means that all young cannabis users face psychosis risk, not just those with a family history of schizophrenia or a biological factor that increases their susceptibility to the effects of cannabis.

“The whole population is prone to have this risk,” she said.

The study was published online June 6 in JAMA Psychiatry.

Rigorous Causality Test

Increasingly, jurisdictions across North America are moving toward cannabis legalization. In Canada, a marijuana law is set to be implemented later this year.

With such changes, there’s a need to understand whether cannabis use has a causal role in the development of psychiatric diseases, such as psychosis.

To date, the evidence with respect to causality has been limited, as studies typically assess psychosis symptoms at only a single follow-up and rely on analytic models that might confound intraindividual processes with initial between-person differences.

Determining causality is especially important during adolescence, a period when both psychosis and cannabis use typically start.

For the study, researchers used random intercept cross-lagged panel models (RI-CLPMs), which Conrod described as “a very novel analytic strategy.”

RI-CLPMs use a multilevel approach to test for within-person differences that inform on the extent to which an individual’s increase in cannabis use precedes an increase in that individual’s psychosis symptoms, and vice versa.

The approach provides the most rigorous test of causal predominance between two outcomes, said Conrod.

“One of the problems in trying to assess a causal relationship between cannabis and mental health outcomes is the chicken or egg issue. Is it that people who are prone to mental health problems are more attracted to cannabis, or is it something about the onset of cannabis use that influences the acceleration of psychosis symptoms?” she said.

The study included 3720 adolescents from the Co-Venture cohort, which represents 76% of all grade 7 students attending 31 secondary schools in the greater Montreal area.

For 4 years, students completed an annual Web-based survey in which they provided self-reports of past-year cannabis use and psychosis symptoms.

Such symptoms were assessed with the Adolescent Psychotic-Like Symptoms Screener; frequency of cannabis use was assessed with a six-point scale (0 indicated never, and 5 indicated every day).

Survey information was confidential, and there were no consequences of reporting cannabis use.

“Once you make those guarantees, students are quite comfortable about reporting, and they become used to doing it,” said Conrod.

Marijuana Use Highly Prevalent

The first time point occurred at a mean age of 12.8 years. Twelve months separated each assessment. In total, 86.7% and 94.4% of participants had a minimum of two time points out of four on psychosis symptoms and cannabis use, respectively.

The study revealed statistically significant positive cross-lagged associations, at every time point, from cannabis use to psychosis symptoms reported 12 months later, over and above the random intercepts of cannabis use and psychosis symptoms (between-person differences). The statistical significances varied from P < .001 to P < .05.

Cannabis use, in any given year, predicted an increase in psychosis symptoms a year later, said Conrod.

This type of analysis is more reliable than biological measures, such as blood tests, said Conrod.

“Biological measures aren’t sensitive enough to the infrequent and low level of use that we tend to see in young adolescents,” she said.

In light of these results, Conrod called for increased access by high school students to evidence-based cannabis prevention programs.

Such programs exist, but there are no systematic efforts to make them available to high school students across the country, she said.

“It’s extremely important that governments dramatically step up their efforts around access to evidence-based cannabis prevention programs,” she said.

Currently, marijuana use in teens is “very prevalent,” she said. Surveys suggest that about 30% of older high school students in the Canadian province of Ontario use cannabis.

“I’d like to see governments begin to forge some new innovative policy that will address this level of use in the underaged,” Conrad said.

Reducing access to and demand for cannabis among youth could lead to reductions in risk for major psychiatric conditions, she said.

A limitation of the study was that cannabis use and psychosis symptoms were self-reported and were not confirmed by clinicians. However, as the authors note, previous work has shown positive predictive values for such self-reports of up to 80%.

Unique Research

Commenting on the findings for Medscape Medical News, Robert Milin, MD, child and adolescent psychiatrist, addiction psychiatrist, and associate professor of psychiatry, University of Ottawa, said the study is at “the vanguard” of major research investigating cannabis use in adolescents over time that is being carried out by that National Institute on Drug Abuse in the United States.

“The study is at the forefront because it is specifically looking to measure psychosis symptoms and cannabis use in adolescents, and the model they are using strengthens the study,” said Milin.

That model uses “refined measures or improved measures to look at causality, vs what we call temporal associations,” he said.

The fact that the study investigated teens starting at age 13 years is unique, said Milin. In most related studies, the starting age of the participants is 15 or 16 years.

He emphasized that the study examined psychosis symptoms and not psychotic disorder, although having psychotic symptoms increases the risk for a psychotic disorder.

The study was supported by grants from the Canadian Institutes of Health Research. Dr Conrod and Dr Milin have disclosed no relevant financial relationships.

JAMA Psychiatry. Published online June 6, 2018. Abstract

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Atlas da Violência 2018

Atlas da Violência 2018

A violência constitui uma das maiores questões de políticas públicas no Brasil. A superação do problema requer a produção de análises e diagnósticos balizados em evidências empíricas, a fim de que se possa propor ações preventivas efetivas. Nesse sentido, para auxiliar pesquisadores, jornalistas e interessados em geral na temática da criminalidade e violência, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública desenvolveu o presente portal “Atlas da Violência”.

FBSP atlas violencia 2108 Infografico

A filosofia central que norteou a construção do “Atlas da Violência” é a praticidade, onde o internauta pode acessar facilmente os dados provenientes do Ministério da Saúde e das polícias brasileiras, que são disponibilizados para download, ou que podem ainda ser visualizados em vários formatos, como mapas e gráficos. A página principal do portal destaca 10 subtemas, onde o usuário encontrará não apenas as estatísticas, mas inúmeros trabalhos produzidos pelo Ipea (e vídeos), ao longo dos 20 anos em que essa agenda tem sido estudada na casa.

Baixe aqui o Relatório – Atlas da Violência 2018.

Baixe aqui o Relatório – Atlas da Violência 2018 – Politícas Públicas e Retratos dos Municípios Brasileiros.

Baixe aqui o Infográfico.

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Dia Internacional de combate as drogas

DIA INTERNACIONAL DE COMBATE AS DROGAS

DIA INTERNACIONAL DE COMBATE AS DROGAS (ou Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas ), é celebrado mundialmente no dia 26.06. Anualmente a ONU, através do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) dá ênfase à Campanha Internacional de Prevenção às Drogas.

A data foi definida pela Assembléia Geral da ONU através da Resolução 42/112 de 7 de Dezembro de 1987, implementando recomendação da Conferência Internacional sobre o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, realizada em 26 de Junho do mesmo ano, ocasião em que se aprovou o Plano Multidisciplinar Geral sobre Atividades Futuras de Luta contra o Abuso de Drogas.

A Coordenadoria de Politica de Drogas – Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania – PMSP, com apoio do Vereador Aurelio Nomura, promove a celebração desse evento mundial, com palestrantes internacionais inclusive, objetivando esclarecer e atualizar a comunidade nacional no assunto DEPENDÊNCIA QUIMICA.

Programa dia 2018

Faça já a sua inscrição: https://www.eventbrite.com.br/e/dia-internacional-de-combate-as-drogas-tickets-46379360917

#clinicagressus

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