Atlas da Violência 2018

Atlas da Violência 2018

A violência constitui uma das maiores questões de políticas públicas no Brasil. A superação do problema requer a produção de análises e diagnósticos balizados em evidências empíricas, a fim de que se possa propor ações preventivas efetivas. Nesse sentido, para auxiliar pesquisadores, jornalistas e interessados em geral na temática da criminalidade e violência, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública desenvolveu o presente portal “Atlas da Violência”.

FBSP atlas violencia 2108 Infografico

A filosofia central que norteou a construção do “Atlas da Violência” é a praticidade, onde o internauta pode acessar facilmente os dados provenientes do Ministério da Saúde e das polícias brasileiras, que são disponibilizados para download, ou que podem ainda ser visualizados em vários formatos, como mapas e gráficos. A página principal do portal destaca 10 subtemas, onde o usuário encontrará não apenas as estatísticas, mas inúmeros trabalhos produzidos pelo Ipea (e vídeos), ao longo dos 20 anos em que essa agenda tem sido estudada na casa.

Baixe aqui o Relatório – Atlas da Violência 2018.

Baixe aqui o Relatório – Atlas da Violência 2018 – Politícas Públicas e Retratos dos Municípios Brasileiros.

Baixe aqui o Infográfico.

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Dia Internacional de combate as drogas

DIA INTERNACIONAL DE COMBATE AS DROGAS

DIA INTERNACIONAL DE COMBATE AS DROGAS (ou Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas ), é celebrado mundialmente no dia 26.06. Anualmente a ONU, através do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) dá ênfase à Campanha Internacional de Prevenção às Drogas.

A data foi definida pela Assembléia Geral da ONU através da Resolução 42/112 de 7 de Dezembro de 1987, implementando recomendação da Conferência Internacional sobre o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, realizada em 26 de Junho do mesmo ano, ocasião em que se aprovou o Plano Multidisciplinar Geral sobre Atividades Futuras de Luta contra o Abuso de Drogas.

A Coordenadoria de Politica de Drogas – Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania – PMSP, com apoio do Vereador Aurelio Nomura, promove a celebração desse evento mundial, com palestrantes internacionais inclusive, objetivando esclarecer e atualizar a comunidade nacional no assunto DEPENDÊNCIA QUIMICA.

Programa dia 2018

Faça já a sua inscrição: https://www.eventbrite.com.br/e/dia-internacional-de-combate-as-drogas-tickets-46379360917

#clinicagressus

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Maconha: A diferença entre o remédio e o veneno

Maconha: a diferença entre o remédio e o veneno

#clinicagressus

Ronaldo Laranjeira*

Você consumiria um produto com mais de 500 substâncias, muitas delas nocivas, para usufruir dos benefícios à saúde proporcionados por uma ou duas presentes em sua composição? Provavelmente não, afinal, faz sentido tratar um problema de saúde e ganhar tantos outros?

Mas, e se fosse possível extrair essas substâncias e sintetizá-las para fins medicinais? Você teria dúvidas? De novo, provavelmente não, afinal, esse consumo, de uma hora para outra, se tornou mais seguro.

Usei este exemplo para ilustrar, usando apenas a lógica, a questão de drogas como a maconha. Sempre afirmo que existe uma enorme diferença entre o ato de fumar a droga e o uso terapêutico de uma substância presente em sua composição. Realmente, a Cannabis sativa, planta que dá origem à maconha, possui mais de 500 elementos. Dentre eles podemos destacar dois – o canabidiol (CBD) e tetra-hidrocanabinol, o conhecido THC.
CBD e THC

Como inclusive já apontei aqui na coluna, várias pesquisas demonstraram os efeitos nocivos provocados ao nosso corpo pelo THC, uma substância que, apesar de ter aspectos terapêuticos em pacientes com glaucoma, no tratamento de espasticidade e náuseas ocasionadas por quimioterapia, é viciante, afeta os sistemas nervoso central e vascular e chega a dobrar o risco de desenvolvimento de doenças psíquicas, como esquizofrenia e até psicose.

Do outro lado, na mesma planta está presente uma substância que combate os efeitos do THC, o CBD. Ele atua justamente na diminuição de efeitos psicóticos, de ansiedade, entre outros, provocados pelo THC. Tanto que os medicamentos aprovados até o momento para comercialização do THC, como para tratamento de esclerose múltipla, também têm em sua composição o CBD.

Diversas pesquisas realizadas a partir dos anos 1970 conseguiram demonstrar os efeitos positivos do CBD, inclusive como anticonvulsivo, e, no Brasil (um país com pesquisadores pioneiros na área, como Elisaldo Carlini, Antonio Waldo Zuardi e José Alexandre de Souza Crippa), os estudos continuam a ser realizados, na tentativa de provar sua eficácia no tratamento de doenças como esquizofrenia, epilepsia, Parkinson, Alzheimer e até autismo. Dados obtidos até então indicam que a substância não tem efeito alucinógeno nem provoca dependência, ao contrário do tetra-hidrocanabinol.

Inclusive, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já incluiu, em 2016, derivados de CBD na lista de substâncias psicotrópicas vendidas no Brasil, em medicamentos de tarja preta, com a necessidade de receitas específicas. A Anvisa autoriza também, mediante certas condições, a importação de CBD para casos de epilepsia refratária que apresentem resistência a medicamentos convencionais.

A maconha possui sim elementos com efeito medicinal. Porém, fumar a droga, pura e simplesmente, provoca mais um efeito alucinógeno e prejudicial do que terapêutico.

Pense no caso de medicamentos para a pressão ou para tratamento doenças cardíacas, elaborados a partir de substâncias provenientes de venenos de cobra (sim, eles existem). O veneno é receitado? Lógico que não, apenas um remédio criado a partir de substâncias presentes nele. E anestésicos que têm elementos extraídos do ópio? Se seguirmos o raciocínio dos que defendem a legalização da maconha para uso medicinal, teríamos então que legalizar também esta droga para consumo. Não faz sentido. Nenhum outro produto é usado in natura – existe uma ordem que precisa ser respeitada, para a segurança da população. O produto tem que ser sintetizado, passar por testes, enfim, até ser aprovado como um medicamento seguro.

Nesse contexto, é muito importante analisar também questões financeiras, de mercado, que influenciam decisões políticas. O CBD é um composto não patenteável, assim, o interesse de grandes empresas em realizar pesquisas que demonstrem seus efeitos é menor do que em outras situações, já que, após ser aprovado para produção e comercialização, não será possível ter sua patente exclusiva. Resumindo – será um produto com grande concorrência no mercado. Inclusive, por isso a maioria das pesquisas na área hoje é realizada em centros acadêmicos.

O exemplo americano – Porém, grandes investidores (com base no que acontece nos Estados Unidos principalmente) veem a simples legalização da maconha como uma rápida e incrível oportunidade de lucro, bilionário por sinal. Por quê? O mercado americano nos fornece essa explicação, vendendo desde a droga para fumo até doces de maconha, que possuem grande apelo, inclusive para crianças.

Não à toa, ocorreu um forte investimento em lobby em estados e no congresso americano, visando a legalização da droga para comercialização, se aproveitando até de uma visão ingênua de parte da opinião pública, que ainda acredita na história de que o famoso “baseado” é leve, não faz mal. Tanto que o uso da “maconha medicinal” em diversos locais nos Estados Unidos não foi aprovado por médicos e sim por meio de plebiscito.

O que colaborou para a criação dessa imagem, e poucos sabem, é o fato de a concentração de THC na maconha ter sido de 0,5%, em média na década de 1960, por exemplo. Com o tempo e modificação da droga, esses níveis foram subindo, podendo chegar a até 30% hoje. Na prática, estamos falando de outra droga, modificada, muito mais potente e perigosa, presente até em produtos comestíveis. Tendo em vista os altos riscos sociais e de saúde pública que a medida apresenta, os Estados Unidos se mostram não como um exemplo a ser seguido, e sim evitado.

Com todo esse contexto em mente, pense bem nessa questão. O que é melhor para a saúde da população: a simples liberação do consumo de uma droga, que provoca dependência e diversos outros males, ou a pesquisa e extração de substâncias com poder terapêutico, para serem disponibilizadas como medicamentos? A medicina nos mostra que resposta é mais simples do que parece.

* É professor titular de psiquiatria da Escola  Paulista de Medicina da Unifesp e presidente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

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A saúde paga caro pelo ‘barato’ das drogas

Combate às drogas (IStock/Getty Images) Combate às drogas (IStock/Getty Images)

O tema do Dia Mundial da Saúde, “Saúde para Todos”, levanta uma questão: estamos lidando corretamente com a discussão sobre a legalização das drogas?

Por Ronaldo Laranjeira

Hoje em dia é extremamente comum vermos a banalização do consumo de certas drogas, como o álcool ou a maconha, que inclusive está sendo legalizada em alguns países. Tal banalização não começou agora, vem se desenvolvendo há anos e, sem dúvidas, gera uma série de conseqüências para a sociedade e, principalmente, para o usuário. Porém, quais seriam elas?

Este é um cenário que diversos especialistas no mundo inteiro buscam entender. No caso da maconha, um grupo deles, liderados pela pesquisadora Yvonne Terry-McElrath,da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, analisou padrões de consumo de aproximadamente 10.000 usuários decannabisparticipantes do estudo “Monitorando o Futuro”, do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos Estados Unidos. Estes usuários relataram suas experiências com drogas dos 18 aos 50 anos, a partir de 1976.

Consequências do uso de maconha

A principal conclusão a que chegaram é que o uso de maconha está relacionado ao desenvolvimento de problemas de saúde no decorrer da vida, em comparação com quem não consome a droga. Os pesquisadores identificaram duas categorias principais de usuários: uso moderado (71% dos participantes) e uso abusivo (29%). Estas categorias resultaram em um total de seis subdivisões, que vão do “uso decrescente ou interrompido aos 21/22 anos” até “uso abusivo e contínuo aos 50 anos”.

Com os dados em mãos, os estudiosos concluíram que todos os padrões de uso estavam associados com atendimentos psiquiátricos recentes ou problemas psiquiátricos até os 50 anos. Além disso, os resultados indicaram que os padrões de uso persistentes estavam relacionados a dificuldades cognitivas dos usuários, doenças físicas e problemas com uso de álcool até os 50 anos.

Os pesquisadores indicam que, apesar de não ser possível afirmar que a maconha necessariamente seja a causa dos problemas de saúde dos usuários, existe uma correlação com o fato, pois, dentre os participantes, os que fizeram uso persistente da droga reportaram níveis maiores de problemas de saúde. Tais dados permaneceram mesmo após a aplicação de controles demográficos e de características comportamentais.

O que é importante notarmos é que esse estudo compreende períodos que contavam com políticas de proibição ao consumo de drogas. Imagine agora o quadro com o consumo de mais substâncias sendo liberado, como está acontecendo em diversos estados americanos com acannabis? Com certeza nesses locais existe o risco do consumo de maconha tornar-se similar ao de álcool, por exemplo, trazendo consigo todas as consequências negativas tão conhecidas pela sociedade e também pela medicina.

Estes e outros estudos nos fazem questionar se a atual corrente em busca da legalização das drogas lida com a questão do uso de substâncias psicoativas da forma correta. Não apenas da maconha, do álcool também. Tal pergunta deve ser feita, afinal, o tema do Dia Mundial da Saúde (07/04) deste ano foi “Saúde para todas e todos. Em todos os lugares”.

A promoção de saúde não é apenas a oferta de tratamento – ela passa pela prevenção também. Ao defenderem a legalização de mais uma droga, os representantes de governos estão realmente ofertando “saúde para todas e todos”? Não estariam eles ignorando o exemplo do tabaco e do álcool, substâncias legalizadas que provocam dependência química, transtornos mentais e físicos? Os prejuízos causados apenas por estas duas drogas à vida dos usuários e também ao sistema de saúde pública são monumentais!

Existem inúmeros exemplos de como lidar com o assunto realmente em prol da saúde da população. Recentemente falei aqui no blog sobre o exemplo dado ao mundo pela Islândia, mas não precisamos ir tão longe. Em São Paulo,temos aprimeira rede estadual de tratamento de dependentes químicos do Brasil, o Programa Recomeço, que busca lidar com a questão da dependência química em diversas frentes,commais de 3 mil vagas disponíveis de maneira totalmente gratuita à população.

O tema do Dia Mundial da Saúde de 2018 é muito pertinente quando pensamos nestes assuntos. O papel dos governantes e também de nós,especialistas em saúde, é garantir que a promoção de saúde, prevenção e tratamento cheguem a todos. Para isso, é preciso questionar: o que realmente atende aos interesses do país e de seus habitantes? Dependendo da resposta, não há mal algum em corrigir o rumo, buscando o melhor para todos.

Psiquiatra e professor titular de psiquiatria da Unifesp, coordenador do Programa Recomeço, do governo do Estado de São Paulo, presidente da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina

Fonte: Veja.com

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Fumar maconha 5 vezes na juventude já aumenta risco de psicose

Fumar maconha pode não ter os mesmos efeitos para todo mundo e, quando o início do hábito começa na adolescência, é ainda mais prejudicial.

E não precisa de muito: fumar cannabis apenas cinco vezes na vida, quando o indivíduo ainda é adolescente, aumenta os riscos de desenvolver psicose — desordem mental que faz com que  a pessoa perca o contato com a realidade. É o que atestam novas descobertas lideradas por pesquisadores finlandeses, da Universidade de Oulu.

Tais estudos apoiam uma série de evidências que mostram que, consequentemente, a cannabis pode até aumentar o risco de suicídio.

“Nossas descobertas estão em consonância com as visões atuais sobre o uso pesado de cannabis, particularmente quando iniciadas em uma idade precoce, estando ligada a um risco aumentado de psicose”, comentou um dos pesquisadores do trabalho publicado no  The British Journal of Psychiatry. 

Especialistas afirmam um estudo nacional inglês, divulgado há dois anos, mostrou que o consumo de skunk (variação da cannabis com maior concentração de substâncias psicoativas) entre os jovens ingleses aumentou bastante e, tal fato, já está associado a pelo menos 1/4 de novos casos de algum tipo de psicose da população.

Detalhes do estudo:
Mais de 6.000 voluntários entre 15 e 30 anos foram acompanhados para avaliar o risco de doença. Os números estimam que cerca de 1% da população sofra de psicose, o que pode causar delírios, como ouvir vozes e levar a graves dificuldades.

Um estudo paralelo, que envolveu o estudante de doutorado Antti Mustonen, mostrou uma ligação entre fumar cannabis e progressão do desenvolvimento de psicose.

Mustonen, que trabalhou ao lado dos especialistas de Cambridge e Queensland, acrescentou: “Se possível, devemos nos esforçar para evitar o uso precoce da cannabis”.

Cigarro ligado à psicose
Um estudo separado, publicado na Acta Psychiatrica Scandinavica, mergulhou na ligação entre fumar cigarros e psicose. No trabalho, pesquisadores mostram dados de adolescentes que fumaram em média dez cigarros por dia terem mais chances de sofrerem com psicose.

Tal risco também é aumentado se o tabagismo começar antes dos 13 anos, de acordo com a pesquisa, liderada pelo professor Jouko Miettunen. O profissional  explicou que os achados eram verdadeiros mesmo quando contabilizavam outros fatores que aumentavam o risco, incluindo histórico familiar da doença.

“Com base nos resultados, a prevenção do tabagismo adolescente provavelmente terá efeitos positivos sobre a saúde mental da população na vida adulta”, afirmou.

Ian Hamilton, professor de saúde mental na Universidade de York, disse à publicação MailOnline que tais achados eram “preocupantes” e o contrário também acontecia.

“Pessoas com problemas de saúde mental são mais propensas a fumar.  “Este estudo sugere que isso não é um acidente, pois fumar parece aumentar o risco de desenvolver sérios problemas de saúde mental, como psicose”, acrescentou.

Com DailyMail

Fumar maconha 5 vezes na juventude já aumenta risco de psicose

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Neuroscience of Addiction: Relevance to Prevention and Treatment

Nora D. Volkow, M.D., Maureen Boyle, Ph.D.

Addiction, the most severe form of substance use disorder, is a chronic brain disorder molded by strong biosocial factors that has devastating consequences to individuals and to society. Our understanding of substance use disorder has advanced significantly over the last 3 decades in part due to major progress in genetics and neuroscience research and to the development of new technologies, including tools to interrogate molecular changes in specific neuronal populations in animal models of substance use disorder, as well as brain imaging devices to assess brain function and neurochemistry in humans. These advances have illuminated the neurobiological processes through which biological and sociocultural factors contribute to resilience against or vulnerability for drug use and addiction. The delineation of the neurocircuitry disrupted in addiction, which includes circuits that mediate reward and motivation, executive control, and emotional processing, has given us an understanding of the aberrant behaviors displayed by addicted individuals and has provided new targets for treatment. Most prominent are the disruptions of an individual’s ability to prioritize behaviors that result in long-term benefit over those that provide short-term rewards and the increasing difficulty exerting control over these behaviors even when associated with catastrophic consequences. These advances in our understanding of brain development and of the role of genes and environment on brain structure and function have built a foundation on which to develop more effective tools to prevent and treat substance use disorder.

AJP in Advance (doi: 10.1176/appi.ajp.2018.17101174)

Clique aqui para ler o artigo completo.

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Director of drug abuse institute offers words of caution on marijuana

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Dr. Nora Volkow, director at the National Institute on Drug Abuse: “When you legalize [drugs], you create an industry whose purpose is to make money selling those drugs.”

Dr. Nora D. Volkow, director of the National Institute on Drug Abuse, was in Boston on Thursday to speak at a symposium sponsored by Boston University’s Clinical and Translational Science Institute and Boston Medical Center’s Grayken Center for Addiction. Before her talk, she sat down with the Globe to talk about marijuana legalization and the opioid crisis. Here are edited excerpts:

 Dispensaries that sell legal marijuana will soon open in Massachusetts. What are your thoughts on pot legalization?

The greatest mortality from drugs comes from legal drugs. The moment you make a drug legal, you’re going to increase the number of people who get exposed to it, and therefore you increase the negative consequences from its use. When you legalize, you create an industry whose purpose is to make money selling those drugs. And how do you sell it? Mostly by enticing people to take them and entice them to take high quantities.

 But isn’t marijuana much safer than the other legal drugs, alcohol and tobacco? Can you die from marijuana?

You can die from marijuana if you’re intoxicated and driving a car. I don’t know that it is safer. It depends on what stage in your life you are.

For example, if you’re a teenager, marijuana is much more dangerous than nicotine, because it is likely to interfere with the development of your brain. Marijuana dumbs you down. When you’re a teenager and your job in life is to learn, then to slow that down puts you at tremendous jeopardy. Nicotine will not do that. Of course you’ll pay a price when you’re at 60 years of age and you may end up with lung cancer. But how do you determine what is worse? Dropping out of school, when you’re 16 or 17, that’s one of the predictors of poor health outcomes. It’s not as simple as people like to make it.

 What about the medicinal uses of marijuana?

We have evidence for its benefit for certain conditions, such as the painful muscle contractions that occur with multiple sclerosis. But there is much more work to be done. There hasn’t been a large enough study to determine: Are the effects larger than a placebo, do you become tolerant, and how should you be managing it? When you smoke, it’s very difficult to control how much of the active ingredient you inhale.

We have gone into practices that are not supported by the evidence, like the management of chronic pain. We don’t want to give inadequate solutions to patients. We owe it to them to actually do the studies, in order to understand what may be potential benefits or harms.

 Why do people become addicted, and how can they recover?

Some individuals have a genetic vulnerability. Others don’t have the vulnerability but they are brought up in an environment that is very, very stressful — the parent is in jail or the mother neglects them. That social deprivation component affects how the brain develops.

We have medications [for opioid addiction] that are very useful, that improve outcomes significantly, but they are vastly underutilized. Medication is a tool that significantly improves the likelihood of that person being able to recover but it will require that there is a change in the system that will allow that person to go back to work or go back to school or to have the social support interactions that are necessary for all of us to succeed.

 Unfortunately, we’ve made addiction a very stigmatizing, isolating condition that removes that social support. Do you think addiction will always be with us?

Addiction can be addressed, but that will require that we make significant changes to the social structure. Our culture has one of the highest rates of addiction in the world. It’s telling you that there’s something in the social system, culture, economics, that is driving access to drugs.

More and more states are legalizing marijuana; we’re going to have more people become addicted to cannabis. We have to figure out how do we prevent that from happening.

Felice J. Freyer can be reached at felice.freyer@globe.com. Follow her on Twitter @felicejfreyer.

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